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Brasil é país que recebe mais ataques cibernéticos da América Latina

Brasil é país que recebe mais ataques cibernéticos da América Latina

País ocupa a 9ª posição em todo o mundo. Os hackers atacam principalmente os computadores de empresas para pedir resgates.

O Brasil é o país que mais recebe ataques cibernéticos na América Latina. E ocupa a 9ª posição em todo o mundo. Os hackers atacam principalmente os computadores de empresas para pedir resgates.

Imagina você chegar para trabalhar, digitar sua senha e nada. De novo, e nada. Acesso bloqueado. Aconteceu em uma empresa em São Paulo.

O sistema foi invadido por um hacker, que também fechou as portas do backup, que estava plugado na mesma rede do servidor principal. O hacker pediu resgate para liberar a senha.

“A primeira decisão foi falar não, não vou cair nessa chantagem, não vou pagar”, disse o dono da empresa, sem se identificar.

É justamente isso que os especialistas em segurança digital recomendam: nunca ceder à chantagem, para não estimular novos ataques.

Foram dez dias tentando resolver o problema, mas estava difícil trabalhar. “Nós perdemos todo o nosso fluxo de caixa. Não sabia quem a gente tinha que pagar, de quem a gente tinha que receber. E não sabia o histórico dos nossos eventos, do que tinha acontecido. No passado nós perdemos todas os tipos de informação”, contou o empresário.

O Brasil lidera o ranking dos países com mais registros desse tipo de ataque cibernético na América Latina e está na 9ª posição mundial. Uma lugar que não nos rende nenhum orgulho.

Segundo o especialista Rogério Reis, as empresas brasileiras ainda não dão a devida atenção à segurança digital.

O criminoso normalmente entra nos computadores quando os funcionários abrem e-mails contaminados ou acessam páginas na internet que instalam códigos maliciosos no computador.

Qualquer um pode ser alvo, não importa o tamanho, só a fragilidade. E para evitar: “Manter sistemas atualizados, usar um bom programa de antivírus, que hoje a gente chama de antimalware, ter o backup porque no caso de uma invasão bem sucedida você tem acesso aos seus dados em outro lugar, e monitorar 24 horas por dia os seus sistemas para que no caso de uma invasão bem sucedida ela possa ser detectada e rapidamente a reação possa ser realizada”, explicou o diretor de operações Rogério Reis.

Outra empresa mostrada na reportagem também já foi alvo dos criminosos cibernéticos. Os funcionários estavam trabalhando normalmente, quando perceberam que o computador de todos eles travou ao mesmo tempo. E na hora bateu aquele pânico.

“Eu vou perder tudo, né, porque não são dados meus, são dados dos meus clientes. Aí que eu fico bem nervoso, pensando no pior, né”, disse o empresário Ermer Andrade.

A recomendação da área de tecnologia foi desligar as máquinas para evitar o avanço do ataque.

 

Mesmo assim, alguns arquivos foram bloqueados. E o criminoso deixou uma mensagem para estabelecer uma comunicação.

“A vítima recebe um arquivo em txt e vai ter as informações de contato, um contato totalmente não rastreável, eles escolhem um navegador específico, uma moeda digital também específica e eles podem solicitar a quantia que eles quiserem. Aí vai do criminoso”, explicou o analista de TI Fábio Augusto.

Nada foi perdido porque a empresa mantém cópia de todos os arquivos e o principal: essa cópia não está ligada à rede.

A prevenção evitou uma dor de cabeça que poderia ter sido enorme. “É um custo, e se for comparar com o prejuízo que pode dar é infinitamente menor com o prejuízo. Então vale muito a pena e o custo é muito baixo pelo que representa”, concluiu o empresário Ermer Andrade.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/edicoes/2016/12/22.html#!v/5529512